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A escola não é tudo mas quase

A escola não é tudo mas quase

EXAMES À PORTA: sete pontos a considerar

O seu filho é uma pessoa e um estudante a passar por mais um desafio, uma etapa no seu crescimento.

Os jovens do 9º ano que vão agora a exame já tiveram a experiência de provas de aferição, o que quer dizer que não há novidade. Tratando-se de um exame final, a novidade será certamente encarar as provas com outra maturidade e sentido de responsabilidade, naturalmente adquiridos com a idade. O ano já lá vai, é o finalizar de uma etapa para iniciar uma outra. Se aligeirar o estudo não é uma boa ideia, alimentar o “papão” do exame não favorece o estudo, aumenta o medo, bloqueia.

Antes de se avançar há uma nota prévia decisiva: não valerá a pena esperar que alguém vá agora compreender, interiorizar e pôr em prática alguns conteúdos não aprendidos até aqui. Lembro-me, por exemplo, de alunos que não chegaram a conseguir classificar determinadas orações, ou de frases do tipo“isto não é para mim” em conteúdos de Matemática. Há que ter a lucidez de aceitar isso e apostar no que vale a pena.

 

Preparar-se como deve ser é o que se deverá pedir a qualquer aluno. Eis os pontos a considerar.

 

1º ponto- Para começar interessa saber se o seu filho já descobriu a sua própria forma de estudar, porque não aprendemos todos da mesma maneira, o que funciona para si pode não funcionar para ele. Trata-se de uma questão importante para qualquer estudante, pode ser uma mais valia nesta altura de exames. Nesse sentido poderão ser encontradas algumas achegas, com a contribuição do aluno, é claro, em http://lifestyle.sapo.pt/familia/pais-e-filhos/artigos/mae-pai-ja-estudei.

 

2º ponto- Se o aluno já conquistou autonomia no estudo e tem apresentado resultados que são considerados adequados, esta época será pacífica para a família. Existe um clima de confiança e a expectativa é de que o estudante cumprirá. Bastará que os pais se mantenham a par de modo a garantir que a revisão sólida das matérias seja feita atempadamente.

 

3º ponto - Tendo as aulas terminado, é necessário criar uma rotina diária de estudo mais ou menos combinada conforme a situação, a cumprir com rigor e sem dispersão de telemóvel ou outras. O mais certo será os pais estarem a trabalhar, pelo que será um tempo proveitoso para aumentar a responsabilização do estudante. Os pais terão os seus próprios mecanismos de acompanhamento.

 

4º ponto - Se o estudante ainda não chegou a um patamar desejável de autonomia, se ainda não é suficientemente organizado, talvez precise mesmo de o ajudar para que não se perca e estude o necessário em cada dia. Será uma atitude que beneficiará os seus desempenhos e ajudará no controle da ansiedade. O ponto 5 será fundamental para o conseguir.

 

5º ponto - Certamente o seu filho estará por dentro da tipologia de cada prova (creio que tenha sido trabalhada na aula) mas poderão recorrer a http://bi.iave.pt/exames/exames/eBasico/345/ e ver com algum detalhe a natureza de cada uma das partes da prova e tornar consciente a maior ou menor facilidade em responder a cada uma delas, a cotação respetiva... fazendo-se assim o ponto da situação e um certo perfil das necessidades de estudo. Surgirá o momento da definição de prioridades e de um primeiro plano de trabalho a concretizar, e assim sucessivamente.

Aí vai um exemplo: se for entendido que é fundamental praticar a escrita de composições, e não tanto o estudo da gramática porque os resultados são geralmente bons, há que definir quando e quais os temas, sem esquecer a necessária correção e aperfeiçoamento.

 

 

 

6º ponto - Estudar é sempre escrever, fazer...

Estudar é muito mais do que ler. A prática de escrever (muito) e ler em voz alta é um bom exercício de estudo para o estudante se ouvir e auto corrigir. Memorizar é apenas uma parte do estudar. Uma boa forma de acompanhar o seu filho é perguntar-lhe o que escreveu durante o estudo. Veio-lhe à cabeça a Matemática? Claro que também há que escrever quando se estuda Matemática.

 

7º ponto - Aproveite os recursos que existem, são imensos para além dos manuais. Temos as provas em papel, mas também recursos online. Há escolas que facultam recursos nas suas plataformas, há professores que generosamente disponibilizam os seus materiais...

E há algo notável. Os colegas e os amigos do seu filho são recursos de excelência. Está admirado? É verdade, quando os alunos se juntam responsavelmente para estudar, a forma como explicam, discutem, analisam, revelam ideias, estruturam o estudo traz um enorme conhecimento. Ensinar aos outros está provado que resulta. Há escolas públicas que já o descobriram, algumas delas já o fazem no 1º ciclo, outras em anos mais avançados.

 

Maria de Lurdes Monteiro

 

 

 

O seu filho é uma pessoa e um estudante a passar por mais um desafio, uma etapa no seu crescimento.

Os jovens do 9º ano que vão agora a exame já tiveram a experiência de provas de aferição, o que quer dizer que não há novidade. Tratando-se de um exame final, a novidade será certamente encarar as provas com outra maturidade e sentido de responsabilidade, naturalmente adquiridos com a idade. O ano já lá vai, é o finalizar de uma etapa para iniciar uma outra. Se aligeirar o estudo não é uma boa ideia, alimentar o “papão” do exame não favorece o estudo, aumenta o medo, bloqueia.

Antes de se avançar há uma nota prévia decisiva: não valerá a pena esperar que alguém vá agora compreender, interiorizar e pôr em prática alguns conteúdos não aprendidos até aqui. Lembro-me, por exemplo, de alunos que não chegaram a conseguir classificar determinadas orações, ou de frases do tipo“isto não é para mim” em conteúdos de Matemática. Há que ter a lucidez de aceitar isso e apostar no que vale a pena.

 

Preparar-se como deve ser é o que se deverá pedir a qualquer aluno. Eis os pontos a considerar.

 

1º ponto- Para começar interessa saber se o seu filho já descobriu a sua própria forma de estudar, porque não aprendemos todos da mesma maneira, o que funciona para si pode não funcionar para ele. Trata-se de uma questão importante para qualquer estudante, pode ser uma mais valia nesta altura de exames. Nesse sentido poderão ser encontradas algumas achegas, com a contribuição do aluno, é claro, em http://lifestyle.sapo.pt/familia/pais-e-filhos/artigos/mae-pai-ja-estudei.

 

2º ponto- Se o aluno já conquistou autonomia no estudo e tem apresentado resultados que são considerados adequados, esta época será pacífica para a família. Existe um clima de confiança e a expectativa é de que o estudante cumprirá. Bastará que os pais se mantenham a par de modo a garantir que a revisão sólida das matérias seja feita atempadamente.

 

3º ponto - Tendo as aulas terminado, é necessário criar uma rotina diária de estudo mais ou menos combinada conforme a situação, a cumprir com rigor e sem dispersão de telemóvel ou outras. O mais certo será os pais estarem a trabalhar, pelo que será um tempo proveitoso para aumentar a responsabilização do estudante. Os pais terão os seus próprios mecanismos de acompanhamento.

 

4º ponto - Se o estudante ainda não chegou a um patamar desejável de autonomia, se ainda não é suficientemente organizado, talvez precise mesmo de o ajudar para que não se perca e estude o necessário em cada dia. Será uma atitude que beneficiará os seus desempenhos e ajudará no controle da ansiedade. O ponto 5 será fundamental para o conseguir.

 

5º ponto - Certamente o seu filho estará por dentro da tipologia de cada prova (creio que tenha sido trabalhada na aula) mas poderão recorrer a http://bi.iave.pt/exames/exames/eBasico/345/ e ver com algum detalhe a natureza de cada uma das partes da prova e tornar consciente a maior ou menor facilidade em responder a cada uma delas, a cotação respetiva... fazendo-se assim o ponto da situação e um certo perfil das necessidades de estudo. Surgirá o momento da definição de prioridades e de um primeiro plano de trabalho a concretizar, e assim sucessivamente.

Aí vai um exemplo: se for entendido que é fundamental praticar a escrita de composições, e não tanto o estudo da gramática porque os resultados são geralmente bons, há que definir quando e quais os temas, sem esquecer a necessária correção e aperfeiçoamento.

 

 

 

6º ponto - Estudar é sempre escrever, fazer...

Estudar é muito mais do que ler. A prática de escrever (muito) e ler em voz alta é um bom exercício de estudo para o estudante se ouvir e auto corrigir. Memorizar é apenas uma parte do estudar. Uma boa forma de acompanhar o seu filho é perguntar-lhe o que escreveu durante o estudo. Veio-lhe à cabeça a Matemática? Claro que também há que escrever quando se estuda Matemática.

 

7º ponto - Aproveite os recursos que existem, são imensos para além dos manuais. Temos as provas em papel, mas também recursos online. Há escolas que facultam recursos nas suas plataformas, há professores que generosamente disponibilizam os seus materiais...

E há algo notável. Os colegas e os amigos do seu filho são recursos de excelência. Está admirado? É verdade, quando os alunos se juntam responsavelmente para estudar, a forma como explicam, discutem, analisam, revelam ideias, estruturam o estudo traz um enorme conhecimento. Ensinar aos outros está provado que resulta. Há escolas públicas que já o descobriram, algumas delas já o fazem no 1º ciclo, outras em anos mais avançados.

 

Maria de Lurdes Monteiro

 

 

 

 

 

        

 

Subir as notas, mas como?

Como professora especializada em orientação educativa, há já vários anos, tenho confirmado ao longo da minha experiência, cada vez maior empenho por parte dos pais na ajuda direta aos seus filhos, com o objetivo de alcançarem bons resultados escolares.

No entanto, este acompanhamento, que muitas vezes se transforma numa obrigação, pode tornar-se demasiado exigente e motivo de tensão permanente entre pais e filhos, desde as tarefas mais elementares como os trabalhos de casa até aos testes e exames.

No «Subir as notas, mas como?», vai encontrar várias estratégias de acompanhamento com exemplos práticos e orientações possíveis, para reduzir ou eliminar fatores que impedem o sucesso efetivo dos seus filhos. Sabendo eu que este caminho é tão exigente como muitas vezes solitário este livro é o meu contributo!